Assassinaram o meu arquivo veneninho, do Blogger.
Não que eu esperasse uma atitude educada e consciente por parte da Globo, mas ui!, ainda bem que eu daço back up das minhas coisas, mesmo que não vá olhar para nenhuma delas nos próximos anos. E faxina virtual é tão mais fácil de fazer, não junta poeira, não precisa de ajuda, não tem que arrumar saco plástico...
Estamos chegando ao número 1000 de Comentários Aprovados no Veneninho. Ainda que isso não signifique nada, o autor do milésimo comentário ganhará qualquer coisa que pedir no valor de R$5,00 e uma arte personalizada por mim (wow). Mas não vale pedir bucha de maconha, nem coisas que você consegue a esse preço na Augusta - com mo-de-los profissionais. E nem tampouco vale pedir em dinheiro.
O vencedor terá seu nome publicado aqui, junto com a arte.
A DirEEEEEEEEEEEEção (eu sempre quis escrever isso, hahaha)
Obrigada, amigos, eu sou tonta mesmo.
entrei pro mundo do trabalho real com chave de ouro: participei do meu primeiro amigo secreto, comi sanduíche de metro com coca-cola quente numa sexta-feira em que eu fingi trabalhar.
Será que tem volta?
Às vezes eu guardo o que as pessoas me dizem à toa.
"Mas como você come, gata" - Fulano de tal número 01, me vendo com um sorbet de frutas vermelhas derretendo na mão por causa do calor de 30 graus Celsius da cidade de SP.
"Puta que o pariu, Deus foi generoso com você, hein?!" - Fulano de tal número 02 (visivelmente bêbado); e eu não acho que ele tenha comentado isso sobre meus lindos dentes.
"Cortou o cabelo DE NOVO?! Daqui a pouco não vai sobrar nada!!!" - Fulana de tal 01, ao perceber que eu cortei meu cabelo, de novo.
Tem uma ótima, também do Fulano de Tal número 01: "Tá vendo isso? (aponta para o artista plástico XYZ) Ele faz à mão aquilo que você faz só com o computador!!!
E eu: É...legal, né? muito bonito. (E pensando: É por isso que ele é artista plástico, faz por amor à arte, com as mãozinhas dele, e eu sou designer, faço por amor ao projeto e faço em escala industrial, visando o comércio e a produção em massa, para você ganhar dinheiro, criatura...) Lindo mesmo...
Eu poderia falar de flores hoje.
Há uns dias atrás eu pensei em comprar flores a fim de comemorar o início de uma nova fase lá na empresa, um vaso de flores cheio de significado – tipo fortuna ou sucesso – e mostrar que, como as bruxas, eu também aprecio as amizades honestas e presenteio com coisas da natureza. Mas fiquei com receio de parecer puxa-saquismo ou qualquer coisa idiota do gênero “por favor, não me desempregue”. Também fiquei constrangida de ter que explicar isso para as minhas colegas de trabalho. Essa coisa de trabalhar em empresa mata a espontaneidade da pessoa. Tudo é calculado, meu bem. Não se iluda.
Eu poderia falar de concreto hoje.
Hoje eu li no jornal da Folha de S. Paulo uma matéria com o Oscar Niemeyer – que completa 97 anos nessa quarta-feira, vejam só –, e preciso admitir que nutro um sentimento ambíguo com relação ao velho arquiteto. Pra quem não sabe, eu nasci e vivi em Brasília até os meus 18 anos, e foi quando a sorte sorriu para mim e me tirou daquela cidade esquisita. Quem me conheceu pós Brasília só sabe que eu odeio a cidade. Não é tão simples assim.
Tem muitas coisas que eu sinto falta. As árvores e as curtas distâncias, os ipês amarelos, a organização da cidade; eu gosto de saber onde estou e para onde vou, e gosto de olhar o céu único que existe em cima do cerrado. (Obviamente, eu sinto falta da minha família, um bem tão precioso que me corta o coração não vê-los sempre que quero. Mas isso é outra história). Mas eu odiava aquela amplitude silenciosa, aqueles recortes modernistas em todos os lugares. Não há caos nas ruas, só dentro das pessoas, não há expressão fora de um padrão matemático, tudo parece ligeiramente pensado e calculado, é como se a cidade não tivesse a chance de crescer espontânea, e isso machuca os olhos.
Acho que de certa forma, os dois momentos seguem para um mesmo pensamento. A espontaneidade. Não quero perder a espontaneidade de ser. Sábado eu chorei no meio de um shopping porque me sentia triste. Ainda que fosse pelo choro, era honesto. Deixe que a vida brote, dentro ou fora de padrões calculados, sem pré-julgamentos, sem a idiotia que domina o pensamento massificado, sem a vontade brutal de aparecer e ser aceito por todos ao seu lado. Seja quem for, seja você, apenas.

A Regi, que tem o umbigo mais lindo do mundo, seja de freira o de vedete, e que um dia me pôs na cabeça a grande dúvida (será que Adão e Eva tinham umbigo?) fez essa ilustra phoda pra mim, e eu divido com vocês, porque é um talento e um carinho que merece ser compatilhado. Para minha querida cunhada, muitas mordidas de carinho mortífero pra você. Te vejo no Natal.
Te amo, Beijos, Obrigada! Parabéns e todas essas palavras fofas que acompanham uma cara abobalhada - a minha.
Rak

A Festa vai rolar em SP no Hole Club - Rua Augusta, 2203.
Muito "Anos 80" na pista, show do Forest, acústico com o Rafael Novaes, performances, Dança, escritores de vampiros, decoração original do bar... Enfim, conseguimos reunir muita coisa legal que fará dessa noite um reencontro especial!!
Mais informações:
http://www.vampiria.com.br/bloodycoven
- Odeio velhos que ficam impacientes com os outros, mas andam na velocidade da lesma bêbada que eu tinha quando era criancinha;;
- Odeio homens que cortam as unhas na rua, principalmente aqueles que usam o aparador de unhas no chaveiro. Eles se acham másculos, é isso? Ou se acham independentes? É nojento deixar - voluntariamente - pedacinhos de você por aí.
- Odeio ficar parada no túnel. Eu começo a divagar, imaginando que vão abrir as portas e que logo teremos uma corrida pela sobrevivência no túnel. E eu ando de botas, não é legal correr de botas. Acho que eu ia morrer ali.
- Odeio o fato de não ter ar condicionado no metrô. As estações são sempre quentes, mal iluminados, abafados.
- Odeio, acima de tudo, ter que andar de ônibus depois de andar de metrô. É tão mais classe B usar o metrô...
E você? O que odeia no seu dia a dia?
Sinto, dentro de mim, uma nostalgia aguda. Das coisas que eu fui, daquelas que eu quis ser e não pude, por medo, por falta de capacidade, por falta ou excesso de uma coisa qualquer que não tem nome. Os dias passam e não me parece muito produtivo estar aqui, sentada no mesmo lugar, olhando para uma tela de 17 polegadas. É o cansaço, a rigidez do relógio, e a mente que se esvazia aos poucos, deixando escapar coisas que eu julguei serem tão preciosas. O processo e pensar quadrado, de parar de reagir e começar a querer se "encaixar".
Depois de tanto estímulo e reação criativa, com um retorno positivo sobre nosso esforço, parece-me estarrecedor ficar aqui parada.
Sinto que estou me conformando com a coisa mais idiota do mundo, que é a rotina. Burocraticamente legalizada, carimbada e estampada na minha cara. "Olá, eu não tenho vontade de sair daqui hoje, sou quadrada".
Tenho que ir, bater meu cartão.

Eu te amo para sempre. Parabéns.
Meu doce mais doce, meu amor que transcende tempo e espaço. Parabéns.
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