Repitam comigo: LÁ LÁ LÁ

retirado do www.uol.com.br

Até a internet nóis invade, véi. Até a internet. Se fudeu, praibói.

 

EXTRA! EXTRA! VEJA O CABELIM NOVO DA RAK!

Tudo azul. Férias, e a cabeça começando a desanuviar. Passeios pela Paulista e novos pensamentos. Quero descansar minha mente e parar de ter pesadelos. Tive um hoje e acordei de um sobressalto.

Fui ao banco e vi que não tinha muita coisa lá; coloquei alguma coisinha e cortei uma franja. Estou mais próxima de ser uma pin up. Há!

Tem mais uma de perfil aí:

Tem outras, mas eu fiquei muito baiana nelas, hehehehe

TCC, Orkut, e outras cositas más.

Terminamos a pesquisa do TCC. Eu fiquei brava com parte do grupo, que são uns fofos folgados que esquecem do trabalho no último minuto, mas passa. Semestre que vem eu viro dominatrix e bato na bunda de quem sair da linha. A-ham. Bato mesmo.

Estou até desenvolvendo um texto sobre o TCC, esperem que sai em breve. Passei em Direito Autoral e Planejamento e Custos. Hoje não tem aula e eu consegui dormir 10 horas seguidas (das seis da tarde até as quatro da manhã, e é por isso que eu posto aqui, neste momento).

Fiz o desenho de um cavalo lá no /vetorzinho.

E os brasileiros estão prestes a tomar a frente do Orkut. Se você não faz parte, paciência. A verdade é que não dá para levar todo mundo lá para dentro. =]

Vai ter festa quando a Bandeira Verde-Amarela superar a bélica Vermelha e Azul. A verdade é que eu estou pouco me lixando para essa briguinha de orkut, mas é divertido ver como as pessoas se apegam às coisas. Amigo, internet não tem bandeira. Dane-se que foi um norte-americano que criou isso, CAIU NA REDE, É PEIXE.

E tenho dito.

Eu e minha Consciência - um diálogo

Eu: Posso ir dormir agora? Estou cansada.

Consciência: Nem amanheceu ainda. Faltam 14 páginas, ainda.

Eu: Posso ir dormir agora? Estou cansada.

Consciência: Você termina tudo e dorme o dia inteiro, por que dormir na metade do caminho?

Eu: Posso ir dormir agora? Estou cansada.

Consciência: Faça mais 3 páginas, mexa na trilha sonora. Visite o site (www.requiemforadream.com). Tome uma coca-cola.

Eu: Posso ir dormir agora? Estou cansada.

...

Isso vai eternamente... over and over and over again.

Porque amar é o maior legal.

 

Às vezes eu penso no amor. É assim, aos pouquinhos, que eu penso nele. Quando eu tinha uns 16 anos achei que estivesse fadada a viver sozinha, e me amargurava, me sentia só. Eu era, e sou, ainda que de um jeito totalmente diferente, sedenta por amor. Eu acredito nele. Acho que pode-se viver por amor, sei que podemos morrer sem ele, essas coisas que soam melosas e piegas, mas que no fundo todo mundo quer e sente e precisa.

Pois bem, quando eu estava meio alucinada com a vida, adolescente depressiva que pensava em cento e uma maneiras de morrer em uma segunda-feira de sol, eu era tão cercada de amor que não o percebi. Achava que no fundo era ódio ou indiferença, deturpações que me custaram noites em lágrimas e destruíram partes de uma auto-estima em construção. Quando a gente tem muitas coisas, ou todas as coisas que realmente precisa, não conseguimos enxergar tanto. É mais fácil perceber o que falta, a perceber o que se tem. E é mais um dos exercícios constantes que a minha mente faz, perceber as coisas como elas são, não superestimar problemas, não me subestimar, tentar sempre e ver o amor. Existem níveis e amor, alguns impossíveis e trágicos, outros passageiros, mas intensos, vocês me entendem, já passaram por um dia “Romeu e Julieta” ou um dia “A Excêntrica Família de Antônia” (cujo site não encontrei, mas que vale muito a pena assistir, minha gata chamou-se Antonia por causa deste filme, e ela também foi cheia de amor). O amor está lá, simplesmente. É você que tem que chegar e estimular, e não o contrário.

Quem me conhece pessoalmente sabe o tanto que eu digo “odeio”, e muitas vezes sou verdadeira, odeio, um ódio besta e passageiro. São muitas as coisas que eu odeio. E as coisas que eu amo, que são muito especiais, eu guardo comigo, espalho meu afeto discretamente, que é para não desvalorizarem, para não gastar mesmo.

Eu tenho amor, você quer? Eu dou um pouco para você. Mas perceba-o, porque ele é frágil, perceba-o porque ele é singelo e precisa ser alimentado.

E sim, esse texto é para você, que divide comigo essas linhas. De alguma forma, acho que amo você.

Sobre coisas que se passam na minha cabeça...
 

Quando eu vi um outdoor cáqui hoje de manhã, eu me lembrei que “descobri” a cor cáqui, assim, por acaso. Quando eu tinha uns dez anos, eu ganhei um belíssimo casaco cáqui. Eu tenho um certo trauma de belíssimo casacos, porque, que eu me lembre, perdi todos no Colégio Dom Bosco, depois de infinitas partidas de espirobol. Mas esse casaco cáqui demorou-se em mim, ele tinha uma estampa de colagem, que eu amo colagens, eu faço colagens e tal. E era toda marrom, essa estampa. Eu então descobri que havia marrom E cáqui. Cores irmãs, e diferentes. O nome era legal. Cáqui. Eu fiquei algum tempo tentando entender como se escrevia essa cor nova, e acho que por alguns dias ela passou a ser minha cor favorita.

O único problema desse casaco era a marca. O nome da marca era Contém 1g, o que hoje me faz imaginar se o dono era toxicômano, ou seja, ela usava drogas. Porque ninguém colocaria o nome do próprio negócio, a não ser um traficante ou um apaixonado/viciado em drogas que vêm em sacos de 1 g.

Eu me lembrei do teatro Nacional, em Brasília, com seus cubos brancos que toda banda punk queria subir para tirar uma foto lá, um clichê fabuloso. A loja, que eu me lembre era ali perto.

Não me pergunte porquê, mas eu lembrei, logo de manhã e com um pouquinho de sono e frio, do nome do ginecologista da família, o nome que eu ria e tinha medo de um dia, ter que encarar, o Dr. Cleto. É muito nome de ginecologista mesmo (cleto, clito, você me entende).

A manhã passou em brancas nuvens de pensamentos, apenas um ou outro “trucidá-lo-ei” para meninas de moda, e professores que preferem humilhar a ensinar.

Então eu almocei um prato cheio de ervilhas, e eu mastiguei muito as ervilhas, compartilhando algumas com o Shadow, e ambos mastigamos ervilhas até enjoar.

Antes que eu me esqueça, eu quero viver para ver o mundo wireless. Sem fios, sem conexões horrorosas que entrecortam a minha visão, que deixam a paisagem geometrizada e feia, que fazem pombos pousarem e cagarem em nós dali de cima, nos cabos elétricos. Eu quero um mundo wireless.

Acho que tem mais coisas, muito mais, que passam na minha cabeça todos os dias. Uma delas é o pesadelo do homem que rouba almas aqui do condomínio. Acordo assustada, depois de ver uma cabeça conversando com o síndico. Não tinha corpo e ainda era muito mau educada, a mulher-só-cabeça.

Estou gripando, estou com fome. Vou bem ali e volto.

Eu sempre volto.

Me sinto tão horrivelmente cansada.
Hoje eu consegui dormir o tanto que eu pretendia. Umas 13 horas no total. E se eu disser que vou dormir ainda mais agora, acredite. Eu vou dormir a semana inteira. Só acordo para fazer provas. E tomar banho, porque banho é muito importante.

Será que eu estou escapando de alguma coisa?

Pode crer que sim.
Feriadão punk esse. Na quarta-feira teve a festa-lançamento da loja Vampiria, e no meio da noite me vejo dançando descalça; ainda teve o reencontro de velhos amigos. Foi bom, muito bom.

Na quinta-feira eu fiquei quietinha mesmo, chorando um pouquinho, sentindo frio. Sexta-feira eu cheguei perto de ter uma nova entrevista para o mesmo emprego de segunda, mas dessa vez o cancelamento se deu por razões estruturais, e eu fiquei dormindo quase que o dia inteiro. Não quis saber de estudar. Mas me joguei na rua para tomar um vento frio no rosto e despertar para a vida. Há muito mais que pequenas depressões e eu não quero ficar presa em nenhuma delas. Ontem teve festinha gótica no Vitrine, com bandas muito boas, e outros amigos muito legais também. Estreei meu sapato-boneca e pasmem – não doeu nem um dedinho. Cheguei em casa e só fui dormir com o dia claro. Me arrastei até a Av. Paulista para participar da Parada Gay; eu fui lá gritar pela diversidade. Vi uma senhora de uns 80 anos acenando para o povo na rua, e isso foi a coisa mais fofa da Terra. Furtaram o celular da minha amiga Ieda, o que foi extremamente chato e manchou o dia, mas fora isso, foi tudo em paz, um passeio entre a fauna e a flora confusa. Não tem como ignorar um milhão e meio de pessoas, meu amigo. Ainda mais se eles usam tanga, purpurina e baby look.

Make me smile, please.

Ainda que a morte não seja surpreendente para mim, e que eu ache totalmente natural as pessoas simplesmente pararem de funcionar, eu me chateio e fico (odeie-me por isso) jururu.

Então me faça sorrir. Eu quero sorrir com meus olhos e com o meu coração. Porque é muito fácil sorrir à toa. E eu não dou sorriso à toa.

 

Ganhei um maravilhoso sapato de boneca, preto e envernizado, lálálá. Dia dos namorados, é o que dizem. Eu digo que é amor. amoR.

Ah, a morte...

E então, com seus vagarosos passos de pingüim, e com seu radiante corte chanel branco, ela se foi.

Minha avó morreu.

Ah, a vida...
 

Feriado prolongado à minha frente. Uma dorzinha de cabeça apontando bem aqui, ó, na testa. E tem festa hoje, também. Vou rever velhos amigos, e às vezes isso me assusta, a fugacidade das amizades. Cultivar coisas não-orgânicas é bem complexo.

Minha avó Marianna está doente. E faz muito, muito tempo que eu não a vejo. Seus olhos azuis e seu cabelo chanel muito branco, além do trejeito de pingüim que ela tem ao caminhar no calçadão de Guarapari não param de vir à minha mente. Não quero que ela se vá, ainda preciso vê-la, para tomar uma xícara de café com mil colheradas de açúcar, como ela preparava para mim e para o meu irmão quando ainda éramos pequenos. Acho que travei aqui dentro, porque enfrentar essas preocupações e dores me irrita, me mostra algumas coisas que detonam minhas forças. Me sinto emocional demais para pensar nisso, não consegui perceber nada ainda.

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Semana de provas, irrelevâncias gerais. Não tive a tal entrevista de emprego na segunda-feira, talvez tenha nessa sexta-feira. Será? É desanimador tentar entrar no mercado de trabalho. Ah, fui na Hering e comprei seis camisetas: uma pink, uma vermelha, uma laranja, uma amarela e uma rosa-bebê. Tinha também uma regata preta, mas ela tem estampa! Eu realmente não me levo a sério.

Estou sem nada para escrever, mesmo.

Me vejo rejeitada/ignorada por uma amiga que muito estimo.

Um cu.

Fui.

Aí, você quer ser normal?
 

Tive um ótimo fim de semana. Carinho de mãe, pães doces, uma escola sendo reformada para se transformar em uma linda igreja, conversinhas familiares e risadas. Amanhã tenho entrevista de emprego, é! Mais alguns reais investidos em impressão e eu posso me associar a uma gráfica dessas. Mas, observe que eu disse investidos, ou seja, eu sei que posso me dar bem de verdade nessa entrevista.

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Estive mal por esses dias, particularmente mal, aqui dentro, porque comecei a pensar que posso ser mediana demais, normal; e posso passar a vida inteira de um jeito que eu detestaria, que é sonhando sem realizar nada. Não sei quanto a vocês, mas eu realmente não estou a fim de ter um salariozinho de merda e passar perrengue porque não planejo as coisas o resto da minha vida. Comecei a pensar nisso enquanto lia “1933 foi um ano ruim”, do John Fante. É deprimente ser normal. E eu não sei o que vocês entendem por “normal”, mas eu entendo de forma ampla e complexa demais para escrever em um blog, enquanto meus dedos enrijecem de frio. Basicamente, ser normal, ordinário, regular e comum, é estar naquele ponto médio, com uma luz média acima de você, com inteligência média e tudo médio. Se você não nasceu lindo, precisa compensar, e se não nasceu gênio (ouvi dizer que eles sofrem), você é normal, e a sua vida toda você vai se esforçar para ter alguma coisa que o destaque dos outros. E tem espaço nessa escada, mas não para todos. Tem gente que adora ser normal. Então, sai do caminho, e me deixa passar, porque estou a fim de realizar meus sonhos e algumas extravagâncias, como viajar para a Itália só para pisar em uvas, ou assistir a Aurora Boreal enquanto minha bunda congela numa rocha celta qualquer.

E tenho muito tempo, até sei. Mas vamos começar logo porque eu quero ter mais tempo ainda para curtir, ver a vista do meu escritório e plantar alguma coisa exótica no meu sítio, lalala.

Quero pensar além da normalidade, ter boas roupas e fazer muitas viagens, ler bons livros e conhecer pessoas inteligentes, com quem eu possa aprender ainda mais. Não posso ficar aqui, dependendo de favores e paciência, fazendo cara de piedade. Ah, foda-se isso, é tão normal. Quero ver além da normalidade e suprir minhas necessidade com soluções criativas, reunir os amigos em festas, discutir sobre assuntos relevantes, contar piadas de fazer chorar de rir. Não ficar restrita aos meus desejos materiais, isso sim é muito normal.

Eu quero além.

Só um insight, aproveitando que eu reclamei da propaganda da Tramontina, eu queria saber também porque o Banco Real escolheu o Van Gogh para criar um super banco de pessoas VIP. Será que o tratamento é tão personalizado e bem feito, que se houver reclamações, orelhas surgirão nos envelopes do correio em sinal de arrependimento?

Que péssimo.

Quando eu saio na rua, e fico fugindo de merda de cachorro, de mendigo e de ônibus-assassinos, eu penso em um monte de coisas legais para escrever, e em breve coloco tudo isso em um arquivo e colo aqui para vocês lerem um pouquinho. Eu gosto de dividir o que eu penso. Às vezes.

E amanhã tem a entrega da 2a. versão do TCC, que eu terminei agorinha, tem 15 minutos. Posso comer e dormir, porque tudo deu certo. E até que me sinto segura, mas sem grandes expectativas, porque sei que ainda temos muito o que fazer e melhorar.

Minha bunda tá quadrada. Ninguém vê minhas fotos no /vetorzinho. E eu estou sem comer e sem dormir direito.

Tchau.

O dia dos namorados está chegando, e eu vi um mega out door cheio de rosas vermelhas, a caminho da faculdade ontem. Fala algo assim: "No dia dos Namorados, dê Tramontina de presente".

E aí eu tenho duas considerações a fazer:

A primeira é que, a não ser que seu namorado(a) seja chef de cozinha, não dê panelas para ele(a); é brega. Dê panelas em qualquer dia da semana, numa quarta-feira qualquer, mas pelamordedeus, panelas no dia dos namorados é pedir para ficar com a batata assando (há! essa me fez lembrar o Pedro, juro pra você).

E a segunda é que, se a Tramontina fosse um pouco mais esperta, NÃO COLOCARIA O OUTDOOR DE PANELAS NA FRENTE DE UMA LOJA DA MERCEDES. Porque a madame vai olhar as panelas e as rosas gordas e vermelhas à esquerda, mas vira e vê um Mercedes prateado, mega moderno à direita... você acha mesmo que ela vai querer cozinhar feijoada pros seus amigos? Aham.




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